O momento é oportuno para realizar o sonho da casa própria. Nunca houve tanto prazo para financiar a compra de um imóvel. Bancos oferecem até 30 anos, mas o prazo médio da operação é de seis anos, o maior desde 2002, segundo o Banco Central. Nunca tanto dinheiro foi liberado para a casa própria. Nos 12 meses encerrados em abril, foram liberados R$ 993 milhões, 45% a mais do que no ano passado. Apesar da disponibilidade de crédito fácil e de prazos a perder de vista, é bom pensar e repensar antes de realizar esse sonho. Veja as dicas que a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro-teste) dá:
Primeiros passos para o financiamento
- · O financiamento comprometerá por um longo tempo uma boa parte de sua renda, já que as parcelas são altas. Assumir uma dívida tão longa deve ser uma decisão bem pensada.
- · Defina o valor do imóvel, quanto pode dar de entrada e em quanto tempo pretende quitar o financiamento. E o mais importante: quanto você pode pagar por mês.
- · A renda necessária para você conseguir o financiamento vai depender do valor do imóvel e do prazo de financiamento. Pode ser necessário tentar encaixar seu salário em mais de uma linha até encontrar a que melhor atenda às suas expectativas, ou até mesmo juntar sua renda com a de outras pessoas para conseguir o financiamento que deseja.
Parcela fixa ou variável?
- · Nas parcelas fixas, é usado o sistema de amortização da Tabela Price: as primeiras prestações são compostas de mais juros e menos amortização. Com o passar do tempo, variam no sistema inverso, com mais amortização e menos juros.
- · As parcelas fixas tendem a ser mais caras, porque as taxas são mais altas. E apesar de não haver correção, as instituições embutem uma TR projetada.
- · Nas parcelas variáveis, se houver queda da TR, as parcelas podem ficar cada vez menores. No entanto, a opção por parcelas variáveis envolve a correção do saldo devedor pela TR.
Diminua a mordida sobre você
- · Se puder, antes de dar entrada, poupe por um ano o que pagaria ao financiamento. Isso diminui o valor a ser financiado.
- · Use todo o saldo do FGTS como entrada. Para isso, tem que ter contribuído por pelo menos três anos.
- · A cada dois anos, por exemplo, saque seu FGTS e amortize parte do saldo devedor para se livrar mais rápido da dívida.
- · Sempre que tiver uma sobra de dinheiro (férias vencidas, 13º salários, etc.), use-a para amortizar o saldo devedor.
Restrições que você pode encontrar
- · A idade que o mutuário terá no final do contrato. Ela pode ser limitada em 70, 75 ou 80 anos. Ou seja, a partir de 52 anos já começa a ficar complicado ter um contrato de 20 anos.
- · Imóveis localizados em uma região não-urbanizada, se forem de madeira ou pré-fabricados, para uso de veraneio ou lazer, ou se estiverem em situação irregular.
Fique de olho nos seguros e em outras despesas
- · Todo contrato de financiamento imobiliário inclui apólices de seguro de vida e de danos físicos ao imóvel. Estes acréscimos afetam o valor da parcela mensal.
- · O valor do seguro de vida varia mensalmente de acordo com o saldo devedor e a idade do proponente.
- · O seguro do imóvel é reajustado de acordo com o valor do imóvel atualizado, ou seja, cresce ao longo dos anos.
- · Em geral, o comprador do imóvel não é alertado sobre as despesas burocráticas: taxa de avaliação do imóvel e análise jurídica, e tarifa mensal referente a serviços administrativos.
- · Tenha em mente que o crédito imobiliário não é apenas empréstimo mais juros. Ainda envolve taxas administrativas e seguros e precisa de todo um cálculo para que se saiba seu verdadeiro custo.
Fonte: ClicRBS

Nenhum comentário:
Postar um comentário